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O monstro que vive dentro de nós, esse descompasso de treva e luz, não é o protagonista desta história, e sim um espírito que de algum lugar veio para pedir e dar amor e abrigo. Branco, nascido do preto. Incrivelmente poderoso, por ser feito, unido em partes iguais, de imenso bem e imenso mau.
Uma história sobre poder das diferenças na construção de um mundo mais justo, humano e próspero.
Existe um ser desconhecido e oculto que habita dentro de nós, um ser que alimentamos ao longo do tempo, que criamos. Um monstro interior. A sombra. Mas o que é essa sombra?
Faço dos fragmentos de minha memória um mosaico, que apenas de muito longe assemelha-se aos fatos, mas nem de longe deixa de ser uma doce homenagem ao meu passado.
Essa é uma estória de amor e de raios. Começa quando chegou na cidade uma linda moça morena-jambo, cabelos compridos, pretos como a noite, descalça, com um vestido florido muito simples, montada sem rédeas e em pelo, numa égua tordilha enorme, muito forte, de crina longa e farta.
Uma das maiores perguntas que recebo é: “como você cria personagens que parecem tão reais?” Minha resposta sempre envolve três pilares fundamentais.
Essa história fala daqueles momentos que o vazio invade nossas vidas e a escuridão dele nos impede de ver saídas para nossas desgraças.
Sejam bem vindos a mim! Se acomodem e ouçam a mais pura verdade que vou contar! Sobre não existir lugar mais apropriado para nascer, crescer, amadurecer e morrer, do que no colo da mãe, da mãe de todos.